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domingo, 3 de maio de 2009

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Exposições

Campinas inaugura a itinerância da  mostra

“Santos=Dumont designer”

Em cartaz no MACC
Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti

Depois de passar pelo Museu da Casa Brasileira, em São Paulo (março a abril de 2009), a segunda edição da bem sucedida exposição “Santos=Dumont  designer” pode ser vista agora na íntegra pelos campineiros e público da região. Mais dinâmica e ampliada, em relação ao formato de 2006, a atual mostra patrocinada pela 3M, que ainda passará por mais duas cidades do interior paulista, reforça a questão estético-formal na obra do pai da aviação.

Novos recursos multimídia, filmes de época e possibilidade de o público pilotar os aviões 14 BIS e Demoiselle em simuladores de voo são algumas das novidades que revelam o inventor como o pioneiro do design de produto no Brasil.

Em cada uma das edições realizadas no Museu da Casa Brasileira, 2006 e 2009, a exposição foi recebida com tanto entusiasmo pelo público que fez chegar às mãos de Guto Lacaz, responsável pela concepção da exposição, novos documentos, além de estudiosos de Santos Dumont enviarem pesquisas na forma de filmes e livros.

“É uma grande satisfação para a 3M trazer esta exposição também para Campinas. As questões que norteiam a obra de Santos Dumont e o aprimoramento coletivo desta nova versão da exposição têm grande afinidade com a 3M, uma empresa profundamente comprometida com a criatividade, com a invenção e a inovação”, comenta Luiz Eduardo Serafim, gerente de Marketing Corporativo da 3M do Brasil.

Entre as novidades em 2009 estão também uma animação da experiência de Santos Dumont com o triciclo e a reconstituição do voo do Dirigível nº 6, cuja façanha foi dar a volta ao redor da torre Eiffel, além de filmes do 14 Bis de época e de sua mais fiel reconstituição. Em duas das 12 telas LCD estão os projetos em 3D do 14 Bis e do Demoiselle. A animação da Cavalgada Patriótica, quando Santos Dumont tomou a iniciativa de pedir a desapropriação da área para criar o Parque Estadual de Iguaçu, é outro destaque da mostra.

A exposição conta ainda com modelos em escala dos aviões 14 Bis e Demoiselle, que podem ser vistos voando dentro de dois túneis de vento. Duas centenas de miniaturas do Demoiselle, avião concebido por Santos Dumont e primeira aeronave a ser reproduzida em escala industrial, compõem um céu cenográfico. Uma das salas da mostra é ocupada pelo modelo em escala do Dirigível nº 6 nas proximidades de uma torre Eiffel estilizada, instalada numa base giratória.

Segundo Guto Lacaz, o Brasil tem uma curiosa tradição em aeronáutica, conforme aponta uma tela na exposição com a imagem do santista Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o inventor do balão quente. “Cem anos mais tarde nasce Santos Dumont, que iria resolver o problema da dirigibilidade e, atualmente, o Brasil possui uma indústria de aviação com tecnologia de ponta”, comenta o artista multimídia que concebeu uma cenografia capaz de traduzir para o público a genialidade e inventividade de Santos Dumont.

Há quase duas décadas, Lacaz descobriu os talentos de Santos Dumont como designer e desde então estudando em profundidade a sua obra. “A beleza do design de Santos Dumont é o resultado da relação entre economia de meios, leveza de execução e clareza de objetivos. Em suma, da simplicidade”, diz ele. Além de seu pioneirismo na área tecnológica, motivo de grande orgulho dos brasileiros, o curador aponta como a elegância e a unidade do conjunto da obra de Santos Dumont revelam a multiplicidade de seus talentos. Lacaz observa que Santos Dumont não só projetou como também construiu e pilotou cada uma das 22 aeronaves que criou ao longo de 10 anos. “Portanto tinha consciência total do produto”, afirma.

O projeto da mostra envolve figuras relevantes do cenário científico, como Fernando Martini Catalano, PhD em aerodinâmica, professor de Engenharia Mecânica da USP - São Carlos; Henrique Lins de Barros, físico e pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro; e o mestre François Durant, responsável pelos modelos em escala, a quem a exposição homenageia in memorian. A empresa Elo3 Integração Empresarial, realizadora da mostra, coordena ainda toda a produção do projeto. “Todas as produções apresentam desafios, mas é difícil encontrar um trabalho tão estimulante que evoque tanto a criatividade de toda a equipe”, declara Soraya Galgane, diretora da Elo3.

A grafia do nome da mostra escolhida por Guto Lacaz vem da reprodução de uma assinatura do próprio aviador. Descendente de franceses por parte do pai e de brasileiros por parte da mãe, Alberto gostava de expressar que, em sua visão, ambas as nacionalidades tinham igual peso. Em alguns momentos agregou os dois sobrenomes com um hífen (Santos-Dumont), em outros colocou o sinal de igual (Santos=Dumont).


As atrações da mostra

    
Animações e filmes em 12 telas LCD

  • Animação com o triciclo, a primeira experiência de Santos Dumont com a possibilidade de voar. O modelo em escala de um triciclo movido a petróleo suspenso numa árvore prova que o motor a gasolina poderia ser utilizado em um dirigível.
  • Reconstituição do Dirigível nº 1, o primeiro dirigível a utilizar o motor a explosão com sucesso.
  • Reconstituição do Dirigível nº 6 com o qual, em 19 de outubro de 1901, Santos Dumont provou que o homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares e conquistou o Prêmio Deutsch.
  • Filme de época do vôo do Balão nº 9 (1901-1905), quando Santos Dumont bateu num prédio em Paris e precisou ser resgatado.
  • Filme de época do biplano celular de Voisin, puxado por um barco e que serviu de inspiração para o 14 Bis.
  • Filme de época do vôo do 14 Bis e filme do vôo da réplica mais perfeita, construída por Alan e Aline Calassa. No dia 23 de outubro de 1906, o 14 Bis voou pela manhã, quando Santos Dumont não conseguiu vencer a prova. No mesmo dia à tarde, o 14 Bis chegou a voar 60 metros , o primeiro vôo de um objeto mais pesado que o ar.
  • Filme de época da Lancha nº 18
  • Filmes de época dos vôos de nº 19 e 20
  • Animação do Conversor Marciano, que era um motor para ser colocado nas costas dos esquiadores e que através de cabos produzia o movimento oscilatório nos esquis. Assim, o esquiador se deslocava sem esforço. Santos Dumont leu em HG Wells que em Marte o movimento oscilatório era muito utilizado pelos marcianos
  • Projeto em 3D do 14 Bis
  • Projeto em 3D do Demoiselle
  • Animação da Cavalgada Patriótica, de 1916, quando Santos Dumont viajou pela Argentina e chegou a Foz do Iguaçu, onde descobriu que o local era propriedade privada de Jesus Val, espanhol residente no Paraguai. No dia 7 de abril, partiu a cavalo pela linha telegráfica. Viajou durante seis dias até Guarapuava, onde conseguiu um carro para ir até Ponta Grossa. De trem, chegou a Curitiba no dia 5 de maio. Pediu ao presidente do Estado do Paraná, Affonso Camargo, para desapropriar o local. Em 28 de julho de 1916 foi criado o Parque Estadual do Iguaçu.

     
Simuladores de vôo do 14 Bis e do Demoiselle

  • Dois simuladores possibilitam aos visitantes pilotarem cada um dos aviões, com o uso de joysticks.

     
Túneis de vento

  • Dois túneis de vento ocupam uma das áreas do museu. Num deles está o modelo em escala do 14 Bis. Como se poderá observar, seu voo parece ser em marcha-ré, exatamente como aconteceu no dia 23 de outubro de 1906 no Campo de Bagatelle, em Paris.
  • No outro túnel, o modelo em escala do Demoiselle, de 1907, o primeiro modelo de aeronave a ser produzido em série, aproximadamente 200 unidades. Santos Dumont não patenteou nenhuma de suas criações, pois achava que a humanidade poderia e deveria se beneficiar com elas. No caso do Demoiselle, foi além e publicou seus desenhos técnicos, deixando assim as pessoas livres para fabricá-lo. O Demoiselle – que recebeu esse nome por sua graciosidade e semelhança com as libélulas – tornou-se, assim, o primeiro avião popular.

Triciclo, dirigíveis e hidroplano

A exposição apresenta um modelo em escala de um triciclo movido a petróleo suspenso numa árvore, experiência também exibida em tela LCD.  Há ainda um modelo em escala do hidroplano construído em 1907 e testado com três flutuadores, além de um modelo em escala do Dirigível nº 6 nas proximidades de uma torre Eiffel estilizada, instalada numa base giratória, lembrando o momento em que, em 19 de outubro de 1901, Santos Dumont provou que o homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares, documentado em filme a ser visto numa das telas LCD.

Outras criações de Santos Dumont, além dos engenhos aeronáuticos, são também exibidas, como um hangar com porta de correr e a mesa multifuncional que projetou para trabalhar em sua Casa Encantada (Petrópolis, RJ). O seu próprio figurino é outra atração. Como era um esteta, na definição de Guto Lacaz, fazia questão de desenhar as golas de suas camisas, que lhe davam uma elegância ímpar. A exposição conta ainda com painéis, plantas e desenhos técnicos.

 
Crédito fotos making of André Velozo

 
Serviço:
Exposição: “Santos=Dumont designer”
Abertura: 7  de maio, às 19h
Visitação: de 8 de maio a 28 de junho de 2009, de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 17h00, sábados, das 9h às 16h, domingos e feriados, das 9h às 13h
Local: MACC - Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti
Av. Benjamin Constant, 1.633 – Centro Campinas Cep: 13010-142 fone: (19)  2116-0346 e (19) 3236-4716
Entrada gratuita
Visitas orientadas: agendamento (19)  2116-0346 e 32364716 
Classificação indicativa: livre

Informações para a imprensa:
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Fone:11.3032-1599 Fax:11.3814-7000
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