sou mais eu, do que sou você
Sim, estou triste. Mas por dentro, no fundo, bem no fundo...
A superfície exibe alegria e reflete uma personalidade antiga, meiga, doce, feliz. Não que eu já não saiba sê-lo, mas porque toda vez que o sou, minha triteza torna a me provocar. Se eu declarasse todas as minhas angústias em altos brados, talvez ficasse melhor, ou pior, mas quem ouvir, não ouvirá. Ouvirá, mas não entenderia.
Por isso me despeço. Despeço-me das velhas atitudes previsíveis, do bom e velho perdoar e esperar. Já perdoei, sei disso. Foi a última vez. Essa injusta realidade estampada já não confunde mais com seus dificeis padrões. Na verdade são simples, estão lá para serem vistos, e se me atordoam a vista, é porque não devo vê-los mais.
Cansei... não vou mais acreditar cegamente e esperar pelos mal-acostumados costumes de mãos estendidas. Não quero guerra alguma, mas também já cansei da luta. Percebi que é em vão. Não mudarei o mundo e nem me mudarei por imposição própria.

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